sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amigo é coisa pra se guardar... no Orkut, Facebook, Linkedin ou Twitter?

A Época dessa semana trouxe uma matéria intitulada "Descubra quem são seus (verdadeiros) amigos nas redes sociais". Curiosa, fui checar o conteúdo que vocês também podem ler ao clicar no link.

Apesar do texto estar colocado na seção "Vida Útil" sou obrigada a confessar que achei-o bem inútil. Tratam-se de dicas para saber quem recusou seu convite para ser "amigo" nas redes sociais da moda: Orkut (uma das mais antigas), Facebook e Twitter (as febres do momento) e Linkedin (aquela voltada somente para contatos profissionais). Enquanto lia a matéria fiquei me perguntando: será que as pessoas que estão na minha lista são realmente minha amigas, de verdade? Bem, existem algumas ali que são, outras foram amigas por um tempo e, hoje, deixaram minha vida aos poucos, de maneira silenciosa...  Confesso que em algumas eu até penso porque, de certa forma, foram muito importantes em algum momento da minha vida. Me perdoem a comparação, mas acredito que nossa passagem aqui na Terra é como um ônibus: pessoas vêm e vão, entram e saem... algumas entram no primeiro ponto do itinerário e vão conosco até o fim; outras  saem no momento em que têm que sair, se despedem e seguem seu caminho; há aquelas que, sem mais nem menos, puxam a cordinha, saltam e nem olham para trás. Mas, nem por isso fico vasculhando, cruzando listas para saber se fui excluída, bloqueada  ou até se meu convite não foi aceito - caso você não queira instalar um programa espião, como sugere a matéria.

A verdade é: não adianta ficar sofrendo se isso realmente aconteceu. Pode até soar meio piegas, mas é preciso focar no que se tem e não no que não se conseguiu. Percebi que, ao valorizar as pessoas que não me querem como amigas -  entre aspas ou não -, estou automaticamente, desvalorizando aquelas que estão lá, que aceitaram meu convite de primeira. Além do mais, vamos combinar, né? Isso é uma tremenda perda de tempo, coisa de gente que não tem o que fazer na vida.

Conheço pessoas que têm o prazer de ficar bisbilhotando o Orkut / Facebook / Twitter / Sonico / Linkedin / Que pasa? / Badoo e outras tantas redes sociais para ficar comentando: "você viu? fulano foi passar férias em Paris!" ou "nossa, fulaninha foi trabalhar no país tal..." Pra quê? Pelo simples prazer de comentar, com uma mal disfarçada inveja: "é... dinheiro atrai dinheiro..." E pior: têm a cara de pau de me perguntar: "você não sabia disso?",  comos se bisbilhotar a rede alheia fosse meu passatempo favorito ou uma obrigação que deveria cumprir todos os dias.

Sou do tempo que amizades não estavam à prova, que amigo que é amigo está com você sempre, independente de seus defeitos ou posses. Com tudo isso, aprendi que ter milhares de pessoas suas amigas nas redes sociais pode até fazer de você uma pessoa popular, no entanto, isso não significa que aquelas pessoas sejam suas amigas de verdade. "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa", como diria o falecido presidente do Timão, Vicente Matheus.

Tá certo, não vou negar, mandei um convite para uma pessoa me add no Face e no Twitter. Ainda não recebi a "confirmação de amizade" ou de "follower"... Fiquei meio frustrada? Meio não, 110%. Óbvio, queria muito poder saber mais da vida dela e, de certa forma, até estar um pouco mais presente. Não fui atendida? Paciência, não vou mandar e-mail, encaminhar novamente a solicitação, telefonar ou ficar martelando sobre as possíveis razões que isso aconteceu. Na verdade, isso foi uma lição, uma prova de que talvez não seja tão importante assim. E se não sou tããããoooo importante assim para figurar no hall de amigos / conhecidos / contatos, vou procurar me tornar importante para outras pessoas. O mundo é muito grande para chorar por quem não quer figurar em minha lista e meu lado esquerdo do peito é maior ainda para caber aqueles que amo e que sei que me amam também, "mesmo que o tempo e a distância digam não"...

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