segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Saudade: sentimento universal, palavra só nossa

Vi em algum lugar que hoje é dia da saudade, sentimento que acredito que reúna as delícias do gostar, com o fel da distância... Sim, porque ninguém sente saudades daquilo ou daquele que não se gosta. "Nossa, estou com saudades daquele caquinho de vidro que entrou no meu pé... ah! aquela dor, que delícia!". Isso não existe!  E a distância nem precisa ser de milhares de quilômetros ou de planos espirituais, no caso de quem já se foi...

É plenamente possível sentir saudade de alguém estando do lado. Sente-se saudade do parceiro caloroso que se rendia ao primeiro toque, mas que se transformou num companheiro frio e desinteressado; sente-se saudade daquele irmão que vegeta em cima de uma cama e cuja alma foi passear em algum lugar e deixou o corpo aqui, quase sem vida; sente-se saudade daquele amigo ou colega de trabalho que já não é mais tão chegado...

É possível sentir saudades até de si mesmo. Eu mesma sinto saudade da pessoa que eu era há tempos. Sinto saudade do meu gás, da minha determinação, dos meus quilinhos a menos - que estou lutando para eliminar de vez e que, um dia, chego lá, com a ajuda do Criador... Tenho saudades até dos aviões da Panair, como canta Milton.

Sinto saudades dos amores que não declarei - foram poucos, muito poucos, ok? - dos beijos que não dei e queria que fossem muitos. Sinto saudades da infância, como diz a poesia: "Ah que saudade da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais". 

Mas, talvez a saudade que venha aumentando a níveis exponenciais, seja a do velhote de cabeça branca. Embora o veja o tempo nos meus irmãos e até em mim mesma, já que somos todos parecidos com ele, sinto saudade da sua risada, dos seus conselhos, do seu humor refinado, do jeito errado e desafinado de cantar as músicas que ele  tanto gostava... Ao mesmo tempo, fico feliz de ter tido a oportunidade de conviver com tão incrível figura e agradeço muito a Deus por isso...

Por mais abrangente que o sentimento seja, somente a Língua Portuguesa tem uma palavra para isso. Há tentativas no espanhol (añoranza) e no inglês (miss), por exemplo, mas não é a mesma coisa. A SAUDADE é só nossa, mas não custa dividí-la com o resto do mundo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cumidinhas II

Esses dias tenho andado como a justiça: tardado, mas nunca falhado e, com duas semanas de atraso vim para contar como foram minhas aventuras culinárias.

Bem, primeiro de tudo: o Boeuf nada mais é que... um cozido! Fiz um verdadeiro estardalhaço a respeito do prato, marinei e tudo o mais para, no fim, virar um... cozido! Confesso que fiquei profundamente decepcionada quando vi no que meu lindo prato - sim, até então, achava que seria o supra sumo dos pratos - se transformou. O aspecto não é lá essas coisas, mas o gosto é delicioso. No entanto, como família é família, ouvi elogios, mas ficava repetindo a todo momento: "tá, tudo bem, mas é um cozido!".

Já o sorbet... ah! o sorbet... Não tenho nada para dizer, aliás, só provando para falar o quanto ficou bom... Meus irmãos caíram de boca no pote e, só para me provocar, perguntavam a todo momento sobre o sabor do sorbet. Era óbvio que era manga, mas como todo mundo adora atormentar...

Enfim, o sorbet ficou tão bom que decidi me aventurar mais uma vez nesse mundo e no domingo seguinte, como teria visitas para o almoço fiz frango dessoassado e recheado com presunto,queijo e legumes e, de sobremesa, sorbet de limão. Fiz tudo na véspera e, como a Ritamaria estava em casa, contei com sua valiosa ajuda. Polvo, a cara dela enquanto eu dessossava o frango era um misto de descrença, desespero, piedade com o pobre do frango... Deixei o bichinho marinando e fiz o sorbet.

Resultados: sobrou só um pedaço do frango. Confesso que foi o melhor que já fiz. Me superei! Quanto ao sorbet, ficou gostoso, mas muito ácido e doce, já que tive que colocar mais açúcar porque a Ritamaria disse que a calda não iria "dar ponto". Mas, ficou boinho... Pena que não pude contar com a presença da Marli e do Luís, que tiveram problemas e não puderam comparecer...

 A próxima aventura é um bolo xadrez e um sorvete de coelho - sim, achei uma receita que, de tão polêmica, me assanhou o espírito de aventuras... Em tempo, hoje o almoço na casa de mâmis foi dos mais mineiros: couve finim, arroz, tutu de feijão e... costelinha... Bom não estava, estava fantástico!!!!!!!!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Inquietações e desabafo

Nesses dias, ando meio inquieta... Sabe quando temos a sensação de que o mundo simplesmente resolveu parar de girar, ou pior, começou a girar ao contrário?

Venho me sentindo assim em todos os âmbitos... Logo eu que sou a pessoa mais otimista do mundo, que sempre costumo ver a luz no fim do túnel, mesmo quando estou numa curva - sim, a luz só se propaga em linha reta -; que acredito piamente que acima das nuvens que não cansam de se derreter, há um sol lindo e brilhante; que sabe que depois da tempestade vem a bonança, que...  Logo eu, pasmem!

Pois então, tenho vivido dias assim. Pode ser até que as estruturas da minha fé estejam um pouco abaladas e que eu venho tentando reforçá-las, mas há momentos que, simplesmente, não dá! Em tempo: não estou reclamando da vida como aquela hiena dos desenhos, estou apenas fazendo uma constatação das provações pelas quais tenho passado...

A primeira delas é a busca por um novo emprego. Está difícil e o pior de tudo é que tenho me sentido a mais inadequada das criaturas por conta das exigências das vagas: todo mundo quer um jornalista que saiba tudo de tudo: mídias sociais, editores gráficos, diplomas e certificados de domínio de línguas estrangeiras, ter vido na China por dois anos, ter beijado a mão do Papa após a Missa do Galo, escalado o Kilimanjaro e outras coisas absurdas para pagar quanto mesmo? 2 paus, no máximo!  Há 15 dias fui fazer uma entrevista em uma empresa em Barueri e adivinha que já havia uma pessoa mais ou menos engatilhada e só descobri isso porque EU tive que ligar para saber o resultado da seleção? Pois então... onde fica a consideração com as pessoas que buscam um emprego?

Outra coisa que vem pesando: amores! Decidi fazer meu TCC sobre a solidão... Quem sabe se eu fizer uma reflexão sobre isso, a coisa não melhora? Em relação a isso, declaro aqui e agora o meu mais absoluto cansaço... Cansei de pessoas que não sabem o que querem. Cansei de pessoas que dizem uma coisa e fazem outra diametralmente oposta. Cansei de homens que, por uma falsa segurança, preferem ficar com a tranqueira de plantão. Cansei dos caras que não tem tempo para você, mas que saiem com meio mundo. Cansei dos homens que se empolgam com você e cinco minutos depois, não estão nem aí mais e ainda dizem: "ah, eu sou diferente!". Cansei dos homens que preferem namorar as loiras de olhos claros, mas que adoram a companhia da morena porque ela é divertida e muito alto astral. Cansei dos homens que só me querem quando EU vou à casa deles... Parafraseando o Cauby: "cansei cansei cansei"!

Mas, confesso que, apesar desse desabafo, não gosto de ficar assim. Me sinto mais amarga que aquilo que não sei se começa com j ou g e por isso não vou me atrever a escrever errado aqui... Mas, uma hora passa. Aliás, tem que passar, né? Se não passar, me taco no mar, como diz a música do Oswaldo Montenegro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Uma velhota chamada Sampa

Sampa é uma velhota que hoje completa 458 anos, com direito a bolo, missa - para não negar suas origens católicas - e shows, vários para agradar todas as tribos...

Sampa é uma velhota modernosa, daquelas que usam o cabelo azul, andam de moto e saem cantando pneu de um fusquete tão modernoso quanto...

Sampa é amiga, acolhedora, afetuosa,  com um coração enorme, e, por conta disso, atrai pessoas dos quatro cantos do mundo e das mais variadas tribos que precisam ou querem estar com ela, seja por um breve momento, seja por toda uma vida... E ela não nega ajuda a ninguém...

Sampa tem problemas - muitos crônicos -, mas que pessoa mais idosa que não tem? No entanto, isso não diminui o fato de ser, pelo menos por mim, um ser dos mais amados... Que possamos soprar mais 400 velinhas no bolo...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Cumidinhas

Não sou muito fã de cozinhar. Essa coisa de ficar todo dia na beira do fogão, inventando o que fazer para o almoço e pensando no que vai ter para o jantar, definitivamente, não é muito lá minha praia. Adoraria ter alguém que cozinhasse para mim e que eu tivesse que fazê-lo só vezemquandomente. Definitivamente, rotina não é comigo. Mas, como minha realidade, por enquanto, é outra, vou agradecendo essa possibilidade e bola pra frente!

Mesmo assim, vez em quando me bate uma coisa meio cozinheira, sabe? Eu até gosto de serviços domésticos, gosto das coisas arrumadas, limpas, cheirosas... Já falei que sou uma exímia dona de casa? Se não, me perdoem a falta de modéstia, mas mando bem na administração do lar, como boa virginiana que me tornei rsrs... Voltando: essa semana me bateu, me baixou, ou sei lá, essa coisa de cozinhar por prazer.Lembro que, num desses surtos, resolvi fazer Nutrição e até cursei a faculdade por três longos anos da minha vida, mas daí, larguei para correr atrás do meu verdadeiro amor, o Jornalismo.

Na quarta, fiz o jantar para um mocinho muito amigo meu. Na ocasião, aproveitei para matar vários coelhos com uma só "caixa d'água", como dizem por aí: conheci o apartamento que ele acabou de comprar, vi-o pela primeira vez esse ano e, aproveitamos para botar a conversa em dia e dar boas risadas, coisa que sempre acontece quando nos encontramos. De quebra, ainda estreei algumas panelas do rapaz e fiz uma das minhas especialidades: frango com conhaque, receita que aprendi com minha mãe. Confesso que ficou gostosim e ele até disse: "uai, que trem bão dimais da conta, sô!" só pra me insultar porque ele é um pseudomineiro: é filho de mineiro, mas vive querendo falar mineirês, assim como minha master amada amiga, Ritamaria...Mas, fora a tiração de sarro, acho que ele gostou mesmo...

Além de quarta, me deu uma tremenda vontade comer um tal de Boeuf Bourguignon, receita que vi pela primeira vez no filme Julie & Julia (mais uma atuação magistral da fantástica Maryl Streep e confesso que não vejo a hora de estreiar o da Margaret Tatcher, também estrelado por ela!). Detalhe, ganha uma colherada de dodedeleite quem adivinhar qual filme passou, hoje, na HBO! Exactly! e, por uma coincidência do destino, liguei bem na parte em que a Julie fazia o Bouef para esperar uma convidada, que acabou não aparecendo por conta da chuva. Em tempo: assistam ao filme, é muito muito bacana!

Assim, vou fazer esse prato para o almoço de amanhã e já tratei de deixar a carne marinando e, como diz minha irmã: "vamos ver que bicho que dá". O engraçado é que vez ou outra lembrava desse prato, e pensei em fazê-lo para alguns amigos que virão almoçar em casa no próximo domingo. Mas, como a Ritamaria - que é uma das convidadas - não é muito lá de carne, resolvi fazer para o almoço de amanhã, em que farei a família de cobaia. Cá entre nós: o mico, se der errado, será muito menor se ficar só em família, né?

Aproveitando essa minha onda cozinheira, acho que vou fazer bolo de laranja e tentar dar um jeito no projeto de sorbet de manga que está no freezer há duas semanas. Será que vale o ditado: azar no amor, sorte com as panelas? Prefiro o contrário, mas enquanto o jogo não vira, agradeço o que tenho...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

F...!

Como havia dito em um post antigo, volto agora a falar sobre um palavrão... Dessa vez, me refiro àquele formado por quatro letras, começado com "f" e terminado com "a". Mais uma vez, repito um mantra do meu amado pai que está por aí em alguma nuvem ou cuidando de um jardim celeste: "moça de família, não fala palavrão". Concordo com ele, palavrões não são bonitos e é muito mais feio ainda soltá-los a todo momento, sem uma motivação justa, apenas para enfatizar uma ideia, finalizar uma frase. Apesar da feiúra, como já havia dito no post, acredito que palavrões são até necessários e que devem ser ditos no momento certo. Aí sim, ganham força e são até justificáveis.

Voltando à palavrinha em questão, cujo principal significado é "ato sexual", mas vem sendo utilizada em qualquer situação e acredito eu, muitas vezes - a maioria absoluta delas -, de maneira errada. Sou totalmente a favor do sexo (consensual, óbvio): é gostoso, faz um bem danado para a pele, para a alma, para o coração...Enfim, se o sexo é "tudo de bom", porque a palavra utilizada como sinônimo tem as mais diversas conotações, principalmente aquelas relacionados à dificuldade e problemas? "Nossa, meu trabalho tá f... hoje!"; "Pegar esse trânsito todo para ir embora, vai ser f...!", "Meu chefe é foda!, no sentido de dizer que o chefe é chato, bravo, exigente... Talvez, a utilização menos ruim nessa forma "errada" seja: "Nossa, fulano de tal é f..." querendo dizer que a pessoa é legal, é boa no que faz...

Assim, fica no ar a pergunta: por que subvertemos as palavras dessa forma? Talvez, seja por mero desconhecimento dos significados, modismo, "todo mundo fala, por que não eu?". O português é uma das línguas mais belas e mais difíceis de se falar no mundo, então tratemos de valorizar nossa "última flor do Láscio" antes que essa se perca ou se transforme em algo que não dominamos. Ah! E também façamos mais sexo e falemos bem menos palavrões...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Oremos?

Gosto muito de ler a Época online e, agora há pouco, li uma notícia que me deixou meio alarmada: Conheça a Lei do Pai Nosso aprovada em Ilhéus (BA). Em resumo, a nova lei, de autoria do vereador Alzimário Belmonte, do PP de Ilhéus (BA), diz que os alunos da rede municipal de ensino terão que orar o Pai Nosso antes do início das aulas. Aprovada por todos os vereadores e sancionada pelo prefeito, a nova lei já está em vigor.

Em entrevista, o vereador, adepto da Assembleia de Deus, disse que a intenção é "educar nossos jovens a cultura da oração. É o processo educativo da oração, da pessoa saber que a oração é uma forma de chegar até Deus, de proteção espiritual, de educação mesmo". Não sou contra a oração, muito pelo contrário, sou uma verdadeira crente, acredita que Deus é nosso Pai Supremo e que Ele tem um plano perfeito para todos nós pobres mortais. No entanto, sou obrigada a discordar do vereador porque acredito que, assim como futebol e política, religião é um assunto que não se discute, muito menos se impõe e acho que a nova lei está impondo uma religião aos ateus e àqueles que seguem religiões não cristãs. E não devemos esquecer que o Brasil, como a maioria dos países, tem um governo laico, desvinculado de qualquer religião. É bem certo que, segundo o vereador, o aluno pode escolher participar ou não da oração. Mas, que adolescente terá coragem de "pedir para sair" e enfrentar os olhares dos colegas? Que criança o fará? Acredito que nenhuma...

Já pensou se o mesmo resolver acontecer em cidades de outros países? Será que daria certo? Em tempo, religião vem do latim religare, que significa "religação com o divino", segundo a Wikipédia. É bem certo que Jesus Cristo disse "ide e evangelizai", mas em momento algum Ele disse que deveríamos fazer imposição de nossa fé a quem quer que fosse. Professemos a nossa e deixemos os outros fazerem ou não as orações como quando e onde desejarem.




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gradicida

A Seicho-no-ie, misto de filosofia e religião prega que o caminho para a solução de todos os problemas e conflitos é o profundo agradecer, independentemente da situação, boa ou nem tanto assim, devemos agradecer a tudo e a todas. Isso, inclusive, consta de uma das normas fundamentais da SNI que diz que "devemos agradecer a todas as pessoas, coisas e fatos da vida".

Com o agradecimento, os caminhos se abrirão mais facilmente. Mas, não somente a SNI prega isso. Há uma técnica, chamada EFT - emotional freedom techniques - que diz a mesma coisa: que devemos agradecer a tudo e a todos e, dessa forma, situações se transmutarão. Tomo a liberdade de transcrever o que André Lima, da EFT escrevou sobre o agradecer.


Um poderoso gerador de prosperidade para 2012

Vou  falar de uma prática muito simples que é um poderoso gerador de prosperidade. Talvez você já conheça mas é preciso sempre relembrar. As coisas mais simples e óbvias normalmente são as que dão mais resultado e ao mesmo tempo são as coisas que mais deixamos de praticar. Mas primeiro vou falar sobre algo negativo que devemos reconhecer e abandonar.
Existe um hábito muito comum enraizado no inconsciente coletivo que a maioria costuma praticar bastante que é o hábito de reclamar: do governo, da chuva, da falta de tempo, do marido, da mulher, dos filhos, do trabalho, do chefe, da comida, do engarrafamento, das contas, do próprio corpo, do barulho, do salário, da idade, de algo que quebrou, da incompetência de alguém, de alguma coisa que saiu fora do planejado, da fila, dos preços, dos políticos, do calor, da justiça, dos buracos na rua, da velocidade da internet, dos vizinhos, da diarista, do semáforo que fechou, dos defeitos dos outros, da sogra, do Brasil, dos mosquitos, do professor, do atendimento em algum lugar, da demora do ônibus, da falta de vaga pra estacionar, do sucesso dos outros, da falta do próprio sucesso, de não conseguir mudar, do computador que travou, da violência, da televisão, da época atual, de uma injustiça sofrida, etc, etc, etc. Essa lista poderia encher muitas páginas.
Que tipo de sentimento surge quando começamos a reclamar? Certamente algo desconfortável. Mesmo assim sentimos um impulso em reclamar. É como um vício que por um lado causa desconforto mas que por outro lado causa uma sensação de prazer. Talvez um prazer mórbido. A cada vez que reclamamos de algo o vício se fortalece e aquele sentimento negativo que está no pano de fundo da reclamação também. E é um dos mecanismos mais comuns que o ego utiliza para gerar negatividade e se fortalecer. Do ponto de vista prático, é raro que algo ou alguém mude pelo fato de reclamarmos, mas mesmo assim continuamos. E tem algumas coisas que realmente jamais mudarão pela nossa reclamação como o clima, o engarrafamento e outras.
Um esclarecimento:  apontar alguma coisa que não saiu conforme deveria não é necessariamente reclamar.  Vem um prato frio no restaurante e você pede para voltar. Isso é legítimo. Podemos falar em paz,  apenas como uma observação para o garçom, ou pode ser dito com sentimento de irritação, que é o que está por trás de toda reclamação.
Quanto mais reclamamos mais a nossa mente fica aguçada para encontrar mais situações para reclamar. A mente tem um mecanismo de filtrar e prestar atenção aquilo que achamos importante. Quando uma mulher está grávida ou apenas querendo engravidar, ela verá muitas grávidas. Muito mais do que via antes. Quando pensamos em trocar de carro e adquirir um determinado modelo teremos uma grande tendência em ver com muito mais frequência esse tal modelo. O mesmo acontece quando nosso foco é enxergar coisas negativas.
O reclamador profissional encontrará sempre um defeito que o fará sentir desconfortável. Ele pode estar em um lugar maravilhoso mas a sua mente foi treinada para ver aquilo que não está em conformidade com suas expectativas. De forma inconsciente ele dará mais importância para as poucas coisas negativas que encontrou do que para a parte boa da experiência causando mal estar para si mesmo e também para outros com seus comentários.
Além disso, pelo que se chama de lei da atração, ocorrem as chamadas coincidências ou sincronicidades conforme  a qualidade dos nossos sentimentos e pensamentos. A negatividade emocional gerada pelo hábito de reclamar acaba atraindo mais situações negativas. E é assim que muitas pessoas vão se afundando cada vez mais na negatividade sem sequer perceber.
Tomar consciência dessa negatividade é importante. Mas é ainda mais importante dissolvê-la. Sempre que encontro esse tipo de sentimento nos clientes aplico bastante EFT até que eles desapareçam completamente. Assim o impulso de reclamar daquela determinada situação se acaba, ou pelo menos atenua bastante.
Mas qual seria então a prática simples, porém poderosa, para gerar prosperidade? Praticar o hábito inverso ao de reclamar. Ou seja, adotar o hábito de agradecer e de valorizar tudo de bom que acontece. Ao fazermos isso nossa mente ficará cada vez mais atenta a situações que nos trazem bem estar e vai deixando de lado o foco nos que no traz desprazer. Nosso estado emocional vai então ficando cada dia melhor. Pela lei da atração, ao adotar o hábito de agradecer, vamos atrair cada vez mais situações agradáveis.
Tudo isso pode parecer muito simples e óbvio. E é mesmo. Mas não subestime o poder dessa prática por isso.
Para reforçar a prática da gratidão você pode criar uma lista de todas coisas pelas quais você é grato. Pode incluir bens materiais, pequenos objetos, pessoas, qualidades que você tenha, qualidades de outras pessoas, saúde física, a natureza, a respiração, enfim, tudo que você quiser.  
Essa lista deve ser grande. No começo pode ser difícil encontrar tantas coisas assim pelas quais você se sente grato. Isso se deve ao hábito antigo de reclamar. A mente não foi treinada para encontrar coisas positivas. Mas com um pouco de prática ficará cada vez mais fácil. A medida que tempo passar, encontrar coisas pelas quais se sente gratidão se tornará algo natural e sem esforço.
Além de fazer a grande lista, é preciso que você dedique alguns minutos do seu dia para ler a lista procurando sentir verdadeiramente a gratidão por tudo aquilo. Gerar o sentimento é o que mais importa. É ele quem vai ajudar a atrair cada vez mais prosperidade em todos os  sentidos da vida.
A prática da EFT, já que limpa a negatividade de forma profunda, facilita muito a mudança do foco da reclamação para a gratidão. Faça a escolha de mudar o foco em 2012.

Assim, vamos a minha pequena grande lista de agradecimentos: papai, mamãe, ao ar que respiro, à chuva que cai mansa lá fora, ao computador, ao meu corpo que me mantém, a esse apartamento, ao meu emprego, aos meus amigos, ao sol, à lua, às àrvores, ao meu tempo livre, à minha saúde inabalável...

São tantas as coisas pelas quais tenho que agradecer que são necessários milhões e milhões de posts para conseguir enumerar tudo e tenho certeza de que ficará faltando...

A que você é grato?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Até que ponto?

Hoje, fiquei sabendo de uma história que me deixou triste e pensativa em relação à maternidade... Nunca pensei em ter filhos, nunca na verdade os quis. Até cheguei a terminar um namoro quase noivado por conta disso. Ouvia insistências demais, não só do meu namorado/talvez futuro cônjuge, mas também dos pais e das irmãs do rapaz.

Meu desapego à maternidade é tanto que, quando criança, até brincava de boneca, mas não gostava de brincar de "mamãe e filhinha", não achava a menor graça nisso. Brincar com aqueles bebezinhos então... nem pensar! Até tinha o meu, mas não gostava de fingir que era "mamãe".

Mas, vamos à história: uma conhecida minha, distante até, recentemente teve uma menina. Como não desejo ser mãe, normalmente, não fico comovida saltando, dando pulos de alegria quando tomo conhecimento da gravidez de alguém. Muito menos fico falando "ai que coisa linda" e corro para alisar um barrigão. Ao contrário, quanto mais distante ficar melhor. Acho - e a maioria absoluta das pessoas vai discordar de mim - que no mundo maluco de hoje, é complicado demais trazer mais um ser humano para sofrer. Acho que o mundo já está super povoado e estamos caminhando a passos largos para um colapso geral em todos os níveis.

Voltando à moça: a gravidez dela foi resultado de uma inseminação artificial. Tá, tudo bem, é bem certo que ser mãe é o sonho de muitas mulheres, mas a questão é: até que ponto vale esse sacrifício? Digo isso porque a mocinha, em questão, tem graves problemas psicológicos, do tipo que vive oscilando entre picos e vales e, com a gravidez e o nascimento da filha, a doença se agravou a ponto de ela não poder ficar sozinha em casa com a criança. Tenho compaixão de todos os envolvidos.

Assim, ao pensar nisso e em tantas outras pessoas que fazem loucuras para engravidar, penso: será que vale mesmo a pena? Será que não sou eu a errada em não querer algo assim pra mim? É bem certo que gerar uma vida é um dom dos mais incríveis que recebemos de Deus e, de certa forma, estou renunciando a isso. Não estou querendo julgar ninguém, apenas suscitar uma discussão: será que não é muito egoísmo querer satisfazer esse desejo a todo e qualquer custo? Digo isso porque ter um filho não é como ir a uma concessionária e comprar um carro. Não se troca, não se devolve em caso de problemas e muito menos, não se vende, quando queremos um modelo mais novo e moderno. O máximo que se pode fazer é levar para uma revisão periódica e sair de lá com o mesmo veículo.

Talvez, não esteja pronta ou não quero abrir mão do meu sossego, da minha paz, das saídas esporádicas para as baladas, de dormir até tarde. Quero fazer outras coisas, quero publicar livroS, quero ser uma baita jornalista, quero viajar e muito, quero outras coisas que vão além de ter um filho. Entendam: não estou discutindo a maternidade: tenho uma grande amiga que é casada, tem uma relação estável com o marido, é bem-sucedida na carreira e está tentando ter um filho e não está fácil. No entanto, ela me disse que se não der, não deu, que aceitará os desígnios divinos. Aí sim, se ela engravidar, serei a pessoa mais feliz do mundo porque sei o que realmente se passa no coração dela. Sei que o filho virá para coroar um amor e estabilizar ainda mais a união dos dois. Não é um mero sonho, ou um subterfúgio para segurar o rapaz. É algo muito muito maior.

Ao contrário dessa minha amiga, há mulheres que "roubam" filhos dos maridos, como se o papel deles na relação fosse a de um mero reprodutor, e esquecem que esse é um projeto de vida, algo que deve ser discutido - e muito - por ambas as partes. Assim, quando conseguem o fruto do roubo, relegam os pobres dos maridos a um segundo plano. Deixam os coitados enfrentarem suas dúvidas, seus temores ante aquela vida inocente que eles sem querer ajudaram a gerar. É bem certo que, ao se tornar mãe, a mulher passa a cumprir os papéis de mãe e esposa. Mas, há criaturas que se esquecem do segundo e acham que só o primeiro lhes basta e negam carinho, amor e atenção aos pobres dos maridos. Não usemos uma vida inocente para satisfazer nossos desejos. Isso tem nome é não é bonito: egoísmo. Usemos o livre-arbítrio que Deus nos deu para outras causas que não algo assim...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Meus desejos para 2012 e para o resto da vida

Eis aqui a lista de desejos que mandei a todos os meus amados:
"Colheradas de doce de leite;
Pão de queijo quentinho derretendo o requeijão;
Tempo para pensar na vida e perceber o quanto ela é bonita;
Brisa de fim de tarde nos dias mais quentes do verão;
Sorvete, muito sorvete;
Pudim de leite condensado caseiro
Água do mar molhando o corpo aos poucos;
Chocolate quente para aquecer a alma nos dias frios;
Ouvir uma voz amada;
Receber boas notícias por telefone ou e-mail;
Ganhar aquele tão sonhado aumento; a mega acumulada também vale;
Viajar, viajar e viajar;
Ver aquele filme/peça/show tão esperado;
Gargalhadas - elas são fundamentais na e à vida;
Acordar ao som da música favorita;
Música, muita música;
Silêncio suficiente para se encontrar consigo mesmo;
Banho morno depois de um dia exaustivo e uma cama que abrace o corpo;
Lágrimas de alegria;
Presentes inesperados;
Projetos concretizados;
E claro, sonhos realizados...

Acredito que, com isso, conseguiremos superar os obstáculos que nos testam a todo o momento e possamos fazer com que as pedras do caminho sejam o alicerce para nossos castelos. 2011 está indo embora e que venha o belo 2012!"

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Analfabeta funcional

Segundo o  Wikipedia, "o analfabeto funcional é aquele que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de habilidades matemáticas". Mas, por que estou iniciando esse post falando desse grave problema de ensino? Descobri que sou uma analfabeta funcional em termos afetivossentimentaisamorososcardíacos...

Como todo fim de ano, resolvi fazer um balanço do que se passou e pensar no que está por vir, especialmente em termos cardíacos. E como a coisa ficou presente em minha cabeça, acabei tendo um sonho dos mais reveladores: sonhei com uma pessoa que fez parte da minha adolescência e início da fase adulta. Sim, aquela famosa fase em que você passa a se enxergar como um ser que tem um sexo oposto e começa a descobrir as dores e delícias disso.

Dou muito valor aos meus sonhos e sempre aprendo algo com eles e a lição aprendida da vez foi que, em termos sentimentais, sou uma analfabeta funcional. É como se precisasse usar algo na linha daquele aparelho, o Audisom: "especial para quem escuta e não entende bem as palavras". É como se a cabeça falasse árabe e o coração, russo e ambos quisessem a mesma coisa, mas sem um tradutor. Assim, meus ouvidos e olhos captam as mensagens, mas meu coração, tampouco minha cabeça conseguem entender o que se passa. Muitas vezes, consigo traduzir as mensagens algum tempo depois, em outras, esse tempo é traduzido em anos.

Tinha muita amizade com esse rapaz, poucos anos mais velho que eu. Éramos conhecidos e me vi gostando de um amigo dele. No entanto, nessa coisa de desabafar sobre o que sentia, de pedir conselhos sobre como agir com o tal fulano, acabei me tornando muito próxima do amigo do amigo. O mais interessante é que todo mundo dizia que gostávamos um do outro, a mãe dele, a minha, a torcida do Flamengo e do Timão juntas... E agora, 20 anos mais tarde, descobri que sim, gostava dele. Na verdade, fazendo uma retrospectiva, lembro que recebi inúmeros sinais: frases soltas, palavras aqui e acolá, olhares, muitos olhares, brincadeiras inocentes que agora descobri que estavam carregadas de significado...

Depois do sonho, fiz um retrospecto de como agi com os mocinhos que fizeram meu coração bater mais forte - em tempo, foram poucos, muito poucos porque não faço o tipo vassoura de shopping - e vi que meu coração é, realmente, um analfabeto funcional. Talvez por medo de mostrar os sentimentos, de ganhar um não, vergonha e até aquele fantasma chamado timidez me impediram de ver o que realmente se passava. Com isso, perdi oportunidades, um sem-número delas... Houve momentos em que até percebia mas, simplesmente, as palavras resolviam bater em retirada e me deixavam com aquela cara de pão amanhecido, sem saber o que dizer...

Assim, perdi a chance de responder algo quando um moço me disse que poderíamos nos ver outras vezes. E olha que, dias depois, ganhei dois ingressos para uma peça e não o chamei com medo de receber um não... Pode? Com outro, não percebi seu real interesse, mesmo com telefonemas diários, sempre ao meio-dia, para me falar um "oi" e bater um papinho rápido. Aff... Quer mais?

Falava de casamento com o mocinho do sonho e, do nada, ele me solta: "que tal eu ser o noivo?" O que fiz? Simplesmente, não me lembro, mas se tivesse feito algo, com certeza, a situação, hoje seria beeeem diferente.  Ou não, mas pelo menos eu teria tido a coragem de abrir a boca e dizer: "ah é? O senhor tem pretensão de se casar comigo?"... Dããããã

Com o último, nos tornamos excelentes companhias um do outro, vivíamos saindo, indo a barzinhos, baladas, aniversários e todo mundo jurava que éramos bem mais que amigos. É, ele é um grande grande moço: gentil, educado até o último fio de cabelo daquela cabeça, inteligente, alto-astral, me faz rir um bocado e, como adoro sua companhia, topo qualquer programa que ele me propuser. É até engraçado: senti um frio estranho quando o conheci e, por incrível que pareça, bastava pensar no sujeito que esbarrava nele na rua... Quando soube que a figura era virginiana então, quase tive um treco - sim, esqueci de dizer, tenho uma queda GIGANTE por virginianos e, dos mocinhos que fizeram meu coração parecer uma escola de samba, apenas dois tinham um signo diferente...

Mas, não sei, acho que leoninos e virginianos não vieram ao mundo para formar um casal. Acho que são uma espécie de "água e óleo zodiacal", talvez sejamos sódio metálico e água que, juntos, explodem...  Pelo menos, minha história pregressa mostra isso, mas esse é assunto para reflexão em outro post... Em relação a esse mocinho, até já dei até pequenas pistas do meu interesse, mas meu carinho, amizade e tudo o mais por ele é maior e tenho um baita medo de arriscar e jogar tudo pela janela. Nesse caso, eu acho melhor é ficar na minha, mesmo porque não quero ser a chata, irritante e insistente... .

Minha amiga Ritamaria diz que faço muito o gênero amiga. Talvez o que preciso fazer é me esforçar mais, perceber mais o que as pessoas querem dizer e tentar responder e agir nos momentos corretos... Talvez seja isso, talvez tenha chegado a hora de deixar de ser amiga e assumir minha porção mulher. Mas, como? Taí um trem que não sei fazer, mas um dia eu aprendo...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

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Dia 7 de janeiro,o Poquim fará um ano. No entanto, como sou uma pessoa das mais inconstantes, acabei não cumprindo minha promessa de fazer, ao menos, uma postagem diária. Muita coisa aconteceu ano passado que me impediu de cumprir mais essa promessa. É bem certo que nada serve de desculpa mas, vamos a elas: tive pós-graduação, trabalhei feito uma condenada à morte, fui atropelada por uma depressão que me tirou o chão e virou minha vida de cabeça para baixo...

Mas, esse ano quero fazer as coisas de outra forma. Dizem os entendidos de números que estou em meu ano pessoal 9: o ano do fechamento dos ciclos, de fazer mudanças, de deixar o que não serve para trás... Assim, nesse segundo dia do ano fiz a primeira grande mudança: mudei a disposição dos móveis do quarto em busca de uma renovação de energias, de ver as coisas sob uma outra óptica. Com isso, comecei uma pequena faxina que espero conseguir completar até o fim da semana: juntar papéis que não me servem mais, roupas que não uso há tempos, coisas que já não fazem mais parte da minha vida...

Enfim, fazer aquela limpeza geral. Eu costumo usar essa limpeza e organização como uma metáfora para organizar a cabeça e o coração. Como boa virginiana - que me tornei depois dos 27, já que esse é meu ascendente - gosto de ter tudo no seu devido lugar, limpo e organizado. Bagunça e sujeira, juntamente com injustiça e mentira são as coisas que mais me tiram do sério nessa vida. Entonces, ao arrumar a casa, o quarto, as gavetas, estou de certa forma, arrumando meus sentimentos e pensamentos.

Assim, coloco sensações guardadas para tomar um sol, tiro o pó de sentimentos esquecidos, mexo em velhas lembranças que tanto me fazem bem... Lembro de quem eu era, onde estava e projeto quem quero ser e onde quero estar. É bem certo que, em relação a isso, há coisas não muito claras em minha vida, mas o tempo é o senhor de tudo e ele dará seu jeito.

Foi aí, mexendo em algumas coisas, que encontrei uma linda lembrança que uma amiga mega master amada e designer das mais talentosas me fez com base em uma frase que escrevi em um dos meus posts: "Quero poder ver a cidade inteira lá de cima e pensar que temos um mundo inteiro por descobrir". Escrevi isso num post em que falava sobre um filme de amor "Imagine eu e você". Daí, me lembrei que tinha um blog e como li que o ano pessoal é ideal para escrever, juntei "a fome com a vontade de comer" e senti a necessidade de voltar a escrever. Entonces, cá estoy yo. Assim, quero voltar à ativa e escrever como louca, mesmo que não tenha ninguém para esse ler esse blog. Pelo menos, coloquei meus sentimentos e impressões em algum outro lugar além de minha cabeça de cabelos lisos artificialmente e ideias enroladas e do meu coração retalhado...