Vi em algum lugar que hoje é dia da saudade, sentimento que acredito que reúna as delícias do gostar, com o fel da distância... Sim, porque ninguém sente saudades daquilo ou daquele que não se gosta. "Nossa, estou com saudades daquele caquinho de vidro que entrou no meu pé... ah! aquela dor, que delícia!". Isso não existe! E a distância nem precisa ser de milhares de quilômetros ou de planos espirituais, no caso de quem já se foi...
É plenamente possível sentir saudade de alguém estando do lado. Sente-se saudade do parceiro caloroso que se rendia ao primeiro toque, mas que se transformou num companheiro frio e desinteressado; sente-se saudade daquele irmão que vegeta em cima de uma cama e cuja alma foi passear em algum lugar e deixou o corpo aqui, quase sem vida; sente-se saudade daquele amigo ou colega de trabalho que já não é mais tão chegado...
É possível sentir saudades até de si mesmo. Eu mesma sinto saudade da pessoa que eu era há tempos. Sinto saudade do meu gás, da minha determinação, dos meus quilinhos a menos - que estou lutando para eliminar de vez e que, um dia, chego lá, com a ajuda do Criador... Tenho saudades até dos aviões da Panair, como canta Milton.
Sinto saudades dos amores que não declarei - foram poucos, muito poucos, ok? - dos beijos que não dei e queria que fossem muitos. Sinto saudades da infância, como diz a poesia: "Ah que saudade da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais".
Mas, talvez a saudade que venha aumentando a níveis exponenciais, seja a do velhote de cabeça branca. Embora o veja o tempo nos meus irmãos e até em mim mesma, já que somos todos parecidos com ele, sinto saudade da sua risada, dos seus conselhos, do seu humor refinado, do jeito errado e desafinado de cantar as músicas que ele tanto gostava... Ao mesmo tempo, fico feliz de ter tido a oportunidade de conviver com tão incrível figura e agradeço muito a Deus por isso...
Por mais abrangente que o sentimento seja, somente a Língua Portuguesa tem uma palavra para isso. Há tentativas no espanhol (añoranza) e no inglês (miss), por exemplo, mas não é a mesma coisa. A SAUDADE é só nossa, mas não custa dividí-la com o resto do mundo.
Poquim
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Cumidinhas II
Esses dias tenho andado como a justiça: tardado, mas nunca falhado e, com duas semanas de atraso vim para contar como foram minhas aventuras culinárias.
Bem, primeiro de tudo: o Boeuf nada mais é que... um cozido! Fiz um verdadeiro estardalhaço a respeito do prato, marinei e tudo o mais para, no fim, virar um... cozido! Confesso que fiquei profundamente decepcionada quando vi no que meu lindo prato - sim, até então, achava que seria o supra sumo dos pratos - se transformou. O aspecto não é lá essas coisas, mas o gosto é delicioso. No entanto, como família é família, ouvi elogios, mas ficava repetindo a todo momento: "tá, tudo bem, mas é um cozido!".
Já o sorbet... ah! o sorbet... Não tenho nada para dizer, aliás, só provando para falar o quanto ficou bom... Meus irmãos caíram de boca no pote e, só para me provocar, perguntavam a todo momento sobre o sabor do sorbet. Era óbvio que era manga, mas como todo mundo adora atormentar...
Enfim, o sorbet ficou tão bom que decidi me aventurar mais uma vez nesse mundo e no domingo seguinte, como teria visitas para o almoço fiz frango dessoassado e recheado com presunto,queijo e legumes e, de sobremesa, sorbet de limão. Fiz tudo na véspera e, como a Ritamaria estava em casa, contei com sua valiosa ajuda. Polvo, a cara dela enquanto eu dessossava o frango era um misto de descrença, desespero, piedade com o pobre do frango... Deixei o bichinho marinando e fiz o sorbet.
Resultados: sobrou só um pedaço do frango. Confesso que foi o melhor que já fiz. Me superei! Quanto ao sorbet, ficou gostoso, mas muito ácido e doce, já que tive que colocar mais açúcar porque a Ritamaria disse que a calda não iria "dar ponto". Mas, ficou boinho... Pena que não pude contar com a presença da Marli e do Luís, que tiveram problemas e não puderam comparecer...
A próxima aventura é um bolo xadrez e um sorvete de coelho - sim, achei uma receita que, de tão polêmica, me assanhou o espírito de aventuras... Em tempo, hoje o almoço na casa de mâmis foi dos mais mineiros: couve finim, arroz, tutu de feijão e... costelinha... Bom não estava, estava fantástico!!!!!!!!!
Bem, primeiro de tudo: o Boeuf nada mais é que... um cozido! Fiz um verdadeiro estardalhaço a respeito do prato, marinei e tudo o mais para, no fim, virar um... cozido! Confesso que fiquei profundamente decepcionada quando vi no que meu lindo prato - sim, até então, achava que seria o supra sumo dos pratos - se transformou. O aspecto não é lá essas coisas, mas o gosto é delicioso. No entanto, como família é família, ouvi elogios, mas ficava repetindo a todo momento: "tá, tudo bem, mas é um cozido!".
Já o sorbet... ah! o sorbet... Não tenho nada para dizer, aliás, só provando para falar o quanto ficou bom... Meus irmãos caíram de boca no pote e, só para me provocar, perguntavam a todo momento sobre o sabor do sorbet. Era óbvio que era manga, mas como todo mundo adora atormentar...
Enfim, o sorbet ficou tão bom que decidi me aventurar mais uma vez nesse mundo e no domingo seguinte, como teria visitas para o almoço fiz frango dessoassado e recheado com presunto,queijo e legumes e, de sobremesa, sorbet de limão. Fiz tudo na véspera e, como a Ritamaria estava em casa, contei com sua valiosa ajuda. Polvo, a cara dela enquanto eu dessossava o frango era um misto de descrença, desespero, piedade com o pobre do frango... Deixei o bichinho marinando e fiz o sorbet.
Resultados: sobrou só um pedaço do frango. Confesso que foi o melhor que já fiz. Me superei! Quanto ao sorbet, ficou gostoso, mas muito ácido e doce, já que tive que colocar mais açúcar porque a Ritamaria disse que a calda não iria "dar ponto". Mas, ficou boinho... Pena que não pude contar com a presença da Marli e do Luís, que tiveram problemas e não puderam comparecer...
A próxima aventura é um bolo xadrez e um sorvete de coelho - sim, achei uma receita que, de tão polêmica, me assanhou o espírito de aventuras... Em tempo, hoje o almoço na casa de mâmis foi dos mais mineiros: couve finim, arroz, tutu de feijão e... costelinha... Bom não estava, estava fantástico!!!!!!!!!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Inquietações e desabafo
Nesses dias, ando meio inquieta... Sabe quando temos a sensação de que o mundo simplesmente resolveu parar de girar, ou pior, começou a girar ao contrário?
Venho me sentindo assim em todos os âmbitos... Logo eu que sou a pessoa mais otimista do mundo, que sempre costumo ver a luz no fim do túnel, mesmo quando estou numa curva - sim, a luz só se propaga em linha reta -; que acredito piamente que acima das nuvens que não cansam de se derreter, há um sol lindo e brilhante; que sabe que depois da tempestade vem a bonança, que... Logo eu, pasmem!
Pois então, tenho vivido dias assim. Pode ser até que as estruturas da minha fé estejam um pouco abaladas e que eu venho tentando reforçá-las, mas há momentos que, simplesmente, não dá! Em tempo: não estou reclamando da vida como aquela hiena dos desenhos, estou apenas fazendo uma constatação das provações pelas quais tenho passado...
A primeira delas é a busca por um novo emprego. Está difícil e o pior de tudo é que tenho me sentido a mais inadequada das criaturas por conta das exigências das vagas: todo mundo quer um jornalista que saiba tudo de tudo: mídias sociais, editores gráficos, diplomas e certificados de domínio de línguas estrangeiras, ter vido na China por dois anos, ter beijado a mão do Papa após a Missa do Galo, escalado o Kilimanjaro e outras coisas absurdas para pagar quanto mesmo? 2 paus, no máximo! Há 15 dias fui fazer uma entrevista em uma empresa em Barueri e adivinha que já havia uma pessoa mais ou menos engatilhada e só descobri isso porque EU tive que ligar para saber o resultado da seleção? Pois então... onde fica a consideração com as pessoas que buscam um emprego?
Outra coisa que vem pesando: amores! Decidi fazer meu TCC sobre a solidão... Quem sabe se eu fizer uma reflexão sobre isso, a coisa não melhora? Em relação a isso, declaro aqui e agora o meu mais absoluto cansaço... Cansei de pessoas que não sabem o que querem. Cansei de pessoas que dizem uma coisa e fazem outra diametralmente oposta. Cansei de homens que, por uma falsa segurança, preferem ficar com a tranqueira de plantão. Cansei dos caras que não tem tempo para você, mas que saiem com meio mundo. Cansei dos homens que se empolgam com você e cinco minutos depois, não estão nem aí mais e ainda dizem: "ah, eu sou diferente!". Cansei dos homens que preferem namorar as loiras de olhos claros, mas que adoram a companhia da morena porque ela é divertida e muito alto astral. Cansei dos homens que só me querem quando EU vou à casa deles... Parafraseando o Cauby: "cansei cansei cansei"!
Mas, confesso que, apesar desse desabafo, não gosto de ficar assim. Me sinto mais amarga que aquilo que não sei se começa com j ou g e por isso não vou me atrever a escrever errado aqui... Mas, uma hora passa. Aliás, tem que passar, né? Se não passar, me taco no mar, como diz a música do Oswaldo Montenegro.
Venho me sentindo assim em todos os âmbitos... Logo eu que sou a pessoa mais otimista do mundo, que sempre costumo ver a luz no fim do túnel, mesmo quando estou numa curva - sim, a luz só se propaga em linha reta -; que acredito piamente que acima das nuvens que não cansam de se derreter, há um sol lindo e brilhante; que sabe que depois da tempestade vem a bonança, que... Logo eu, pasmem!
Pois então, tenho vivido dias assim. Pode ser até que as estruturas da minha fé estejam um pouco abaladas e que eu venho tentando reforçá-las, mas há momentos que, simplesmente, não dá! Em tempo: não estou reclamando da vida como aquela hiena dos desenhos, estou apenas fazendo uma constatação das provações pelas quais tenho passado...
A primeira delas é a busca por um novo emprego. Está difícil e o pior de tudo é que tenho me sentido a mais inadequada das criaturas por conta das exigências das vagas: todo mundo quer um jornalista que saiba tudo de tudo: mídias sociais, editores gráficos, diplomas e certificados de domínio de línguas estrangeiras, ter vido na China por dois anos, ter beijado a mão do Papa após a Missa do Galo, escalado o Kilimanjaro e outras coisas absurdas para pagar quanto mesmo? 2 paus, no máximo! Há 15 dias fui fazer uma entrevista em uma empresa em Barueri e adivinha que já havia uma pessoa mais ou menos engatilhada e só descobri isso porque EU tive que ligar para saber o resultado da seleção? Pois então... onde fica a consideração com as pessoas que buscam um emprego?
Outra coisa que vem pesando: amores! Decidi fazer meu TCC sobre a solidão... Quem sabe se eu fizer uma reflexão sobre isso, a coisa não melhora? Em relação a isso, declaro aqui e agora o meu mais absoluto cansaço... Cansei de pessoas que não sabem o que querem. Cansei de pessoas que dizem uma coisa e fazem outra diametralmente oposta. Cansei de homens que, por uma falsa segurança, preferem ficar com a tranqueira de plantão. Cansei dos caras que não tem tempo para você, mas que saiem com meio mundo. Cansei dos homens que se empolgam com você e cinco minutos depois, não estão nem aí mais e ainda dizem: "ah, eu sou diferente!". Cansei dos homens que preferem namorar as loiras de olhos claros, mas que adoram a companhia da morena porque ela é divertida e muito alto astral. Cansei dos homens que só me querem quando EU vou à casa deles... Parafraseando o Cauby: "cansei cansei cansei"!
Mas, confesso que, apesar desse desabafo, não gosto de ficar assim. Me sinto mais amarga que aquilo que não sei se começa com j ou g e por isso não vou me atrever a escrever errado aqui... Mas, uma hora passa. Aliás, tem que passar, né? Se não passar, me taco no mar, como diz a música do Oswaldo Montenegro.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Uma velhota chamada Sampa
Sampa é uma velhota que hoje completa 458 anos, com direito a bolo, missa - para não negar suas origens católicas - e shows, vários para agradar todas as tribos...
Sampa é uma velhota modernosa, daquelas que usam o cabelo azul, andam de moto e saem cantando pneu de um fusquete tão modernoso quanto...
Sampa é amiga, acolhedora, afetuosa, com um coração enorme, e, por conta disso, atrai pessoas dos quatro cantos do mundo e das mais variadas tribos que precisam ou querem estar com ela, seja por um breve momento, seja por toda uma vida... E ela não nega ajuda a ninguém...
Sampa tem problemas - muitos crônicos -, mas que pessoa mais idosa que não tem? No entanto, isso não diminui o fato de ser, pelo menos por mim, um ser dos mais amados... Que possamos soprar mais 400 velinhas no bolo...
Sampa é uma velhota modernosa, daquelas que usam o cabelo azul, andam de moto e saem cantando pneu de um fusquete tão modernoso quanto...
Sampa é amiga, acolhedora, afetuosa, com um coração enorme, e, por conta disso, atrai pessoas dos quatro cantos do mundo e das mais variadas tribos que precisam ou querem estar com ela, seja por um breve momento, seja por toda uma vida... E ela não nega ajuda a ninguém...
Sampa tem problemas - muitos crônicos -, mas que pessoa mais idosa que não tem? No entanto, isso não diminui o fato de ser, pelo menos por mim, um ser dos mais amados... Que possamos soprar mais 400 velinhas no bolo...
sábado, 14 de janeiro de 2012
Cumidinhas
Não sou muito fã de cozinhar. Essa coisa de ficar todo dia na beira do fogão, inventando o que fazer para o almoço e pensando no que vai ter para o jantar, definitivamente, não é muito lá minha praia. Adoraria ter alguém que cozinhasse para mim e que eu tivesse que fazê-lo só vezemquandomente. Definitivamente, rotina não é comigo. Mas, como minha realidade, por enquanto, é outra, vou agradecendo essa possibilidade e bola pra frente!
Mesmo assim, vez em quando me bate uma coisa meio cozinheira, sabe? Eu até gosto de serviços domésticos, gosto das coisas arrumadas, limpas, cheirosas... Já falei que sou uma exímia dona de casa? Se não, me perdoem a falta de modéstia, mas mando bem na administração do lar, como boa virginiana que me tornei rsrs... Voltando: essa semana me bateu, me baixou, ou sei lá, essa coisa de cozinhar por prazer.Lembro que, num desses surtos, resolvi fazer Nutrição e até cursei a faculdade por três longos anos da minha vida, mas daí, larguei para correr atrás do meu verdadeiro amor, o Jornalismo.
Na quarta, fiz o jantar para um mocinho muito amigo meu. Na ocasião, aproveitei para matar vários coelhos com uma só "caixa d'água", como dizem por aí: conheci o apartamento que ele acabou de comprar, vi-o pela primeira vez esse ano e, aproveitamos para botar a conversa em dia e dar boas risadas, coisa que sempre acontece quando nos encontramos. De quebra, ainda estreei algumas panelas do rapaz e fiz uma das minhas especialidades: frango com conhaque, receita que aprendi com minha mãe. Confesso que ficou gostosim e ele até disse: "uai, que trem bão dimais da conta, sô!" só pra me insultar porque ele é um pseudomineiro: é filho de mineiro, mas vive querendo falar mineirês, assim como minha master amada amiga, Ritamaria...Mas, fora a tiração de sarro, acho que ele gostou mesmo...
Além de quarta, me deu uma tremenda vontade comer um tal de Boeuf Bourguignon, receita que vi pela primeira vez no filme Julie & Julia (mais uma atuação magistral da fantástica Maryl Streep e confesso que não vejo a hora de estreiar o da Margaret Tatcher, também estrelado por ela!). Detalhe, ganha uma colherada de dodedeleite quem adivinhar qual filme passou, hoje, na HBO! Exactly! e, por uma coincidência do destino, liguei bem na parte em que a Julie fazia o Bouef para esperar uma convidada, que acabou não aparecendo por conta da chuva. Em tempo: assistam ao filme, é muito muito bacana!
Assim, vou fazer esse prato para o almoço de amanhã e já tratei de deixar a carne marinando e, como diz minha irmã: "vamos ver que bicho que dá". O engraçado é que vez ou outra lembrava desse prato, e pensei em fazê-lo para alguns amigos que virão almoçar em casa no próximo domingo. Mas, como a Ritamaria - que é uma das convidadas - não é muito lá de carne, resolvi fazer para o almoço de amanhã, em que farei a família de cobaia. Cá entre nós: o mico, se der errado, será muito menor se ficar só em família, né?
Aproveitando essa minha onda cozinheira, acho que vou fazer bolo de laranja e tentar dar um jeito no projeto de sorbet de manga que está no freezer há duas semanas. Será que vale o ditado: azar no amor, sorte com as panelas? Prefiro o contrário, mas enquanto o jogo não vira, agradeço o que tenho...
Mesmo assim, vez em quando me bate uma coisa meio cozinheira, sabe? Eu até gosto de serviços domésticos, gosto das coisas arrumadas, limpas, cheirosas... Já falei que sou uma exímia dona de casa? Se não, me perdoem a falta de modéstia, mas mando bem na administração do lar, como boa virginiana que me tornei rsrs... Voltando: essa semana me bateu, me baixou, ou sei lá, essa coisa de cozinhar por prazer.Lembro que, num desses surtos, resolvi fazer Nutrição e até cursei a faculdade por três longos anos da minha vida, mas daí, larguei para correr atrás do meu verdadeiro amor, o Jornalismo.
Na quarta, fiz o jantar para um mocinho muito amigo meu. Na ocasião, aproveitei para matar vários coelhos com uma só "caixa d'água", como dizem por aí: conheci o apartamento que ele acabou de comprar, vi-o pela primeira vez esse ano e, aproveitamos para botar a conversa em dia e dar boas risadas, coisa que sempre acontece quando nos encontramos. De quebra, ainda estreei algumas panelas do rapaz e fiz uma das minhas especialidades: frango com conhaque, receita que aprendi com minha mãe. Confesso que ficou gostosim e ele até disse: "uai, que trem bão dimais da conta, sô!" só pra me insultar porque ele é um pseudomineiro: é filho de mineiro, mas vive querendo falar mineirês, assim como minha master amada amiga, Ritamaria...Mas, fora a tiração de sarro, acho que ele gostou mesmo...
Além de quarta, me deu uma tremenda vontade comer um tal de Boeuf Bourguignon, receita que vi pela primeira vez no filme Julie & Julia (mais uma atuação magistral da fantástica Maryl Streep e confesso que não vejo a hora de estreiar o da Margaret Tatcher, também estrelado por ela!). Detalhe, ganha uma colherada de dodedeleite quem adivinhar qual filme passou, hoje, na HBO! Exactly! e, por uma coincidência do destino, liguei bem na parte em que a Julie fazia o Bouef para esperar uma convidada, que acabou não aparecendo por conta da chuva. Em tempo: assistam ao filme, é muito muito bacana!
Assim, vou fazer esse prato para o almoço de amanhã e já tratei de deixar a carne marinando e, como diz minha irmã: "vamos ver que bicho que dá". O engraçado é que vez ou outra lembrava desse prato, e pensei em fazê-lo para alguns amigos que virão almoçar em casa no próximo domingo. Mas, como a Ritamaria - que é uma das convidadas - não é muito lá de carne, resolvi fazer para o almoço de amanhã, em que farei a família de cobaia. Cá entre nós: o mico, se der errado, será muito menor se ficar só em família, né?
Aproveitando essa minha onda cozinheira, acho que vou fazer bolo de laranja e tentar dar um jeito no projeto de sorbet de manga que está no freezer há duas semanas. Será que vale o ditado: azar no amor, sorte com as panelas? Prefiro o contrário, mas enquanto o jogo não vira, agradeço o que tenho...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
F...!
Como havia dito em um post antigo, volto agora a falar sobre um palavrão... Dessa vez, me refiro àquele formado por quatro letras, começado com "f" e terminado com "a". Mais uma vez, repito um mantra do meu amado pai que está por aí em alguma nuvem ou cuidando de um jardim celeste: "moça de família, não fala palavrão". Concordo com ele, palavrões não são bonitos e é muito mais feio ainda soltá-los a todo momento, sem uma motivação justa, apenas para enfatizar uma ideia, finalizar uma frase. Apesar da feiúra, como já havia dito no post, acredito que palavrões são até necessários e que devem ser ditos no momento certo. Aí sim, ganham força e são até justificáveis.
Voltando à palavrinha em questão, cujo principal significado é "ato sexual", mas vem sendo utilizada em qualquer situação e acredito eu, muitas vezes - a maioria absoluta delas -, de maneira errada. Sou totalmente a favor do sexo (consensual, óbvio): é gostoso, faz um bem danado para a pele, para a alma, para o coração...Enfim, se o sexo é "tudo de bom", porque a palavra utilizada como sinônimo tem as mais diversas conotações, principalmente aquelas relacionados à dificuldade e problemas? "Nossa, meu trabalho tá f... hoje!"; "Pegar esse trânsito todo para ir embora, vai ser f...!", "Meu chefe é foda!, no sentido de dizer que o chefe é chato, bravo, exigente... Talvez, a utilização menos ruim nessa forma "errada" seja: "Nossa, fulano de tal é f..." querendo dizer que a pessoa é legal, é boa no que faz...
Assim, fica no ar a pergunta: por que subvertemos as palavras dessa forma? Talvez, seja por mero desconhecimento dos significados, modismo, "todo mundo fala, por que não eu?". O português é uma das línguas mais belas e mais difíceis de se falar no mundo, então tratemos de valorizar nossa "última flor do Láscio" antes que essa se perca ou se transforme em algo que não dominamos. Ah! E também façamos mais sexo e falemos bem menos palavrões...
Voltando à palavrinha em questão, cujo principal significado é "ato sexual", mas vem sendo utilizada em qualquer situação e acredito eu, muitas vezes - a maioria absoluta delas -, de maneira errada. Sou totalmente a favor do sexo (consensual, óbvio): é gostoso, faz um bem danado para a pele, para a alma, para o coração...Enfim, se o sexo é "tudo de bom", porque a palavra utilizada como sinônimo tem as mais diversas conotações, principalmente aquelas relacionados à dificuldade e problemas? "Nossa, meu trabalho tá f... hoje!"; "Pegar esse trânsito todo para ir embora, vai ser f...!", "Meu chefe é foda!, no sentido de dizer que o chefe é chato, bravo, exigente... Talvez, a utilização menos ruim nessa forma "errada" seja: "Nossa, fulano de tal é f..." querendo dizer que a pessoa é legal, é boa no que faz...
Assim, fica no ar a pergunta: por que subvertemos as palavras dessa forma? Talvez, seja por mero desconhecimento dos significados, modismo, "todo mundo fala, por que não eu?". O português é uma das línguas mais belas e mais difíceis de se falar no mundo, então tratemos de valorizar nossa "última flor do Láscio" antes que essa se perca ou se transforme em algo que não dominamos. Ah! E também façamos mais sexo e falemos bem menos palavrões...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Oremos?
Gosto muito de ler a Época online e, agora há pouco, li uma notícia que me deixou meio alarmada: Conheça a Lei do Pai Nosso aprovada em Ilhéus (BA). Em resumo, a nova lei, de autoria do vereador Alzimário Belmonte, do PP de Ilhéus (BA), diz que os alunos da rede municipal de ensino terão que orar o Pai Nosso antes do início das aulas. Aprovada por todos os vereadores e sancionada pelo prefeito, a nova lei já está em vigor.
Em entrevista, o vereador, adepto da Assembleia de Deus, disse que a intenção é "educar nossos jovens a cultura da oração. É o processo educativo da oração, da pessoa saber que a oração é uma forma de chegar até Deus, de proteção espiritual, de educação mesmo". Não sou contra a oração, muito pelo contrário, sou uma verdadeira crente, acredita que Deus é nosso Pai Supremo e que Ele tem um plano perfeito para todos nós pobres mortais. No entanto, sou obrigada a discordar do vereador porque acredito que, assim como futebol e política, religião é um assunto que não se discute, muito menos se impõe e acho que a nova lei está impondo uma religião aos ateus e àqueles que seguem religiões não cristãs. E não devemos esquecer que o Brasil, como a maioria dos países, tem um governo laico, desvinculado de qualquer religião. É bem certo que, segundo o vereador, o aluno pode escolher participar ou não da oração. Mas, que adolescente terá coragem de "pedir para sair" e enfrentar os olhares dos colegas? Que criança o fará? Acredito que nenhuma...
Já pensou se o mesmo resolver acontecer em cidades de outros países? Será que daria certo? Em tempo, religião vem do latim religare, que significa "religação com o divino", segundo a Wikipédia. É bem certo que Jesus Cristo disse "ide e evangelizai", mas em momento algum Ele disse que deveríamos fazer imposição de nossa fé a quem quer que fosse. Professemos a nossa e deixemos os outros fazerem ou não as orações como quando e onde desejarem.
Em entrevista, o vereador, adepto da Assembleia de Deus, disse que a intenção é "educar nossos jovens a cultura da oração. É o processo educativo da oração, da pessoa saber que a oração é uma forma de chegar até Deus, de proteção espiritual, de educação mesmo". Não sou contra a oração, muito pelo contrário, sou uma verdadeira crente, acredita que Deus é nosso Pai Supremo e que Ele tem um plano perfeito para todos nós pobres mortais. No entanto, sou obrigada a discordar do vereador porque acredito que, assim como futebol e política, religião é um assunto que não se discute, muito menos se impõe e acho que a nova lei está impondo uma religião aos ateus e àqueles que seguem religiões não cristãs. E não devemos esquecer que o Brasil, como a maioria dos países, tem um governo laico, desvinculado de qualquer religião. É bem certo que, segundo o vereador, o aluno pode escolher participar ou não da oração. Mas, que adolescente terá coragem de "pedir para sair" e enfrentar os olhares dos colegas? Que criança o fará? Acredito que nenhuma...
Já pensou se o mesmo resolver acontecer em cidades de outros países? Será que daria certo? Em tempo, religião vem do latim religare, que significa "religação com o divino", segundo a Wikipédia. É bem certo que Jesus Cristo disse "ide e evangelizai", mas em momento algum Ele disse que deveríamos fazer imposição de nossa fé a quem quer que fosse. Professemos a nossa e deixemos os outros fazerem ou não as orações como quando e onde desejarem.
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