terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Bolas de meia e de gude e a necessidade de nunca perder a esperança

"Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto balança, ele vem pra me dar a mão".

Esse é o começo de "Bola de Meia, bola de gude", de Milton Nascimento e Fernando Brant, música que já ouvi zilhões de vezes, mas que somente hoje me atentei pela mensagem que esses versos queriam passar. Hoje, enquanto produzia alguns textos para a revista, busquei no Vagalume a lista de músicas do Boca Livre, grupo que aprendi a gostar e que, hoje, amo profundamente. Principalmente por causa do Zé Renato. (Como se escreve o som de um suspiro? Se alguém souber, me diga, por favor, para colocar imediatamente depois do nome do Zé... ai!!!!!) Voltando: coloquei a lista para tocar e, de repente, tive uma grata surpresa: eles começaram a cantar essa música que eu não sabia que eles tinham gravado. Estupefata, parei para prestar a atenção na letra e descobri que nas entrelinhas havia a seguinte mensagem: "Jamais deixe sua criança interior morrer".

Assim, ali percebi que não devemos perder a capacidade de nos alegrarmos com as coisas simples da vida: uma bola de gude, a brincadeira de bola de meia na rua. Transportando isso para nosso mundo "adulto", isso seria o equivalente a sorrir quando vemos uma borboleta pousada em uma flor; é cantar junto quando toca nossa música favorita no rádio, é não perder a inocência da alma e o brilho no olhar...

"Toda vez que a bruxa me assombra, o menino me dá a mão". É bem certo que há adversidades na vida, no entanto, não devemos nos deixar abater frente a essas situações. Para isso, nossa criança que é valente e não acredita em bruxas e assombrações nunca nos abandona e acredita 100% que tudo dará certo no fim.

 "E me fala de coisas bonitas que acredito que não deixarão de existir: amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor". Por que não fazer desses os nossos valores imutáveis? Quando nos damos conta de que o amor está vivo em nossos corações é que conseguimos nos doar verdadeiramente às pessoas, sejam nossos amigos, irmãos, colegas de trabalho e até desconhecidos. Com tudo isso, o respeito, o caráter, a bondade, a palavra empenhada se tornam nossas características mais marcantes. Sem falar na alegria que toma conta de cada célula de nosso existência e que se torna algo que nos precede. 

"Toda vez que o adulto fraqueja, ele vem para me dar mão". Seguremos firmes nas mãos dessa criança que, nada mais é, que nosso Deus interior.

Um comentário:

  1. Amore, acho q um tradicional "aii aii..." traduziria seu suspiro. Traduz o meu qdo termino de ler o q vc escreve!

    Beijoooos!

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