quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Oremos?

Gosto muito de ler a Época online e, agora há pouco, li uma notícia que me deixou meio alarmada: Conheça a Lei do Pai Nosso aprovada em Ilhéus (BA). Em resumo, a nova lei, de autoria do vereador Alzimário Belmonte, do PP de Ilhéus (BA), diz que os alunos da rede municipal de ensino terão que orar o Pai Nosso antes do início das aulas. Aprovada por todos os vereadores e sancionada pelo prefeito, a nova lei já está em vigor.

Em entrevista, o vereador, adepto da Assembleia de Deus, disse que a intenção é "educar nossos jovens a cultura da oração. É o processo educativo da oração, da pessoa saber que a oração é uma forma de chegar até Deus, de proteção espiritual, de educação mesmo". Não sou contra a oração, muito pelo contrário, sou uma verdadeira crente, acredita que Deus é nosso Pai Supremo e que Ele tem um plano perfeito para todos nós pobres mortais. No entanto, sou obrigada a discordar do vereador porque acredito que, assim como futebol e política, religião é um assunto que não se discute, muito menos se impõe e acho que a nova lei está impondo uma religião aos ateus e àqueles que seguem religiões não cristãs. E não devemos esquecer que o Brasil, como a maioria dos países, tem um governo laico, desvinculado de qualquer religião. É bem certo que, segundo o vereador, o aluno pode escolher participar ou não da oração. Mas, que adolescente terá coragem de "pedir para sair" e enfrentar os olhares dos colegas? Que criança o fará? Acredito que nenhuma...

Já pensou se o mesmo resolver acontecer em cidades de outros países? Será que daria certo? Em tempo, religião vem do latim religare, que significa "religação com o divino", segundo a Wikipédia. É bem certo que Jesus Cristo disse "ide e evangelizai", mas em momento algum Ele disse que deveríamos fazer imposição de nossa fé a quem quer que fosse. Professemos a nossa e deixemos os outros fazerem ou não as orações como quando e onde desejarem.




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